sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Te vejo em breve, ou não tão breve assim...


Durante muito tempo eu tentei evitar isso... eu tentei me esconder... por vezes eu fugi... mas toda essa inércia cansa... e a anestesia uma hora tem que passar... 
Enquanto o tempo escorria entre meus dedos, a letargia urgia... eu era capaz apenas de sentir o peso do mundo sobre mim, sufocando todos os meus gritos.
Não sei quando, nem como... mas você apareceu... era como se já nos conhecessemos, mas ninguém saberia responder ao certo de onde...
Com você veio a calmaria, a tranquilidade e a leveza que minha vida precisava para encerrar um ciclo, mas ao me tirar da inércia total e me acordar dessa letargia que anestesiava meus sentidos, eu não podia mais fugir, tão pouco me esconder...
A vida não dá tréguas, precisava apenas viver o curto espaço de tempo que a vida me reservava. Foi então que mergulhei, eu sempre soube que o adeus seria inevitável... eu sempre soube que quando chegasse a hora de partir eu hesitaria... mas se é assim que tem que ser... não lamento por ter tido tão pouco tempo, por mais que eu desejasse no mais íntimo do meu ser que o mundo parasse naquele instante em que esteve entre meus braços, e eu pude sentir seu coração pulsar junto do meu... não posso mais adiantar o inevitável...
Em seus braços eu pude ser quem sou!
Em uma ânsia de ser eu mesma, me entreguei meio do avesso, mesmo sem saber por onde começar, tão pouco  para onde ia... se é que há como saber... mesmo queimando etapas, e é assim, meio sem jeito que eu tenho que partir, e deixá-lo ir. 
Talvez quando eu voltar eu tenha mais tempo, ou talvez não tenha tempo nenhum...


A.C.S.

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