sexta-feira, 30 de novembro de 2012

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E a dor vai se instalando de modo letal... possiundo cada célula do meu corpo... anestesiando  meus sentindos... e de repente, nada mais existe para além da dor!

A.C.S.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A sociedade do individualismo

Já tinha um tempo que eu estava tentando começar, mas me faltava clareza de por onde deveria iniciar. Talvez devesse ir direto ao ponto, mas que autor joga sua tese sem antes contextualizá-la?
Ainda sim, prefiro ir direto ao ponto: vivemos em uma sociedade robotizada, que não pensa, não sente, apenas age conforme lhe é solicitado. Se contestamos, questionamos... incomodamos... e se incomodamos somos hipertivos, depremidos, maníacos, neuróticos, loucos!
Mas o que é ser louco? É ter um transtorno mental? No mundo em que vivemos me arrisco a dizer que um psicótico é mais saudável que nós normóticos, que aceitamos a realidade em nossa volta sem no mínimo questioná-la. A violência, os crimes organizados, as drogas, a família, as pessoas... tudo vem se tornando banal! Assistimos barbáries do sofá de nossas casas, e o que fazemos? Pegamos um saco de pipocas e ali nos acomodamos.
Felizes são os jovens que viveram na ditadura! É... felizes são os jovens que viveram na ditadura, que lutavam por direitos em comum, que pensavam na coletividade. Será que foi a falsa democracia que trouxe essa passividade à população? Se o Sistema Único de Saúde não dá conta de atender uma demanda, reclamamos "ahh é assim mesmo, SUS, é público!" Abaixamos nossa cabeça e nos conformamos, nada fazemos! Por que se dar ao trabalho de ir contra o sistema?
Outras gerações lutaram para a criação de uma sociedade de direitos, a nova geração por uma sociedade do individualismo. E individualismo é diferente de individualidade. Esquecemos das particularidades que caracterizam cada um, por uma supervalorização do pensar somente em si, desse modo, a alteridade se perde, e a sociedade se robotiza, já parou para pensar quantas coisas tomamos como verdades sem nem questioná-las uma única vez ao longo do dia? Mas, vale mesmo a pena questionar? Queimar meu cérebro pra quê? Talvez para não ser mais apenas um?!

"A objeção, o desvio, a desconfiança alegre, a vontade de troçar são sinais de saúde: tudo o que é absoluto pertence à patologia". (Friedrich Nietzsche).



A.C.S.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

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As vezes tudo parece estar em seu devido lugar, mas o tempo sutilmente começa a mexer as peças... Lentamente o equílibrio se interrompe, sem que percebamos... e de repente o caos se instala!
Se a despedida chega como uma tempestade que inunda, como esperar que a ordem permaneça? A despedida vem como a noite, que chega apagando a luz...  
Antes, estávamos todos juntos... mas alguém saiu da sala de nossas vidas... Não há mais a presença física, mas as marcas deixadas provam que alguém ocupou esse lugar...

A.C.S.