segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Entre tempestades



Como controlar o maremoto dentro de mim?
Como segurar esse turbilhão de sentimentos emergindo, querendo sair?
Como fazer a tempestade parar?
Eu quero o silêncio...
Anseio a calmaria dos braços teus...
Quero ser tua, e quero que sejas meu.
Com todos os problemas, com todas as dificuldades,
Com todos os avessos que isso tem.


None

sábado, 6 de dezembro de 2014

Universo Paralelo



Em um universo paralelo onde eu e você ficássemos juntos.
Em um universo paralelo onde não nada nos impediria.
Em um universo paralelo onde nós tivéssemos uma chance de escrever uma história.
Em um universo paralelo onde tivéssemos a oportunidade de provar se realmente daria certo.
Em um universo paralelo onde não haveria dúvidas, apenas certezas.
Em um universo paralelo onde... 
Peraí! 
Não há universos paralelos!
Apenas o presente!
O aqui!
O agora!
E todas as escolhas que nos separam...
Você não queria estar comigo?
Talvez exista um meio...
Uma forma de atravessar essa fissura,
Essa ruptura que divide nossos propósitos.
Que criemos nosso universo paralelo onde haja somente nós dois!


A.C.S.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Esvanecendo



Te vejo rastejando pela vida...
Te vejo mendigando carinho e atenção...
Te vejo como areia sendo levada pelo vento.
Sua vida vai se esvanecendo,
Como o tempo escorrendo em nossas mãos.
Cada gole é um pacto contra o desespero, contra a solidão.
Vai matando-se lentamente, 
E lentamente vai matando a minha afeição.
E o sentimento que me causa:
É repulsa e aversão.
Aos termos que escolheu.
Deveria eu sentir algum pesar?
Se não deveria, mesmo assim o sinto.


None

Eu apenas me calei... Porque em mim não havia mais afeição


Momentos como esses, me fazem pensar que existem pessoas que possuem um coração tão endurecido que já não ouvem a voz do bom senso, que dirá a voz de Deus! Pessoas que se perdem por um caminho tão negro e sombrio que já não encontro o caminho de volta pra casa. Pessoas miseráveis, não por suas condições financeiras, mas porque não tem propósitos, não tem luz, por onde passam só deixam marca de dor e destruição.
Essas pessoas tem o poder de nos afetar negativamente, elas nos prendem em suas teias de amargura, sugando os sonhos que nos restam. Mas como se proteger dessas pessoas? Como evitar que suas vidas não nos afetem quando elas se encontram tão próximas de nós?
A vida poderia ser tão pura e boa se não nos apegássemos aos vícios de autodestruição. Porque nos matar aos poucos anestesia a dor insuportável de existir. A sensação do não-sentido, de negar a si mesmo e a vida real é viciante, pois nos abre uma porta a tantas outras possibilidades de vidas paralelas, alheia a nós mesmos. Mas até que ponto vale a pena viver na negação?
Será que a dor do passado entalado vale a negação do presente e a perspectiva de um futuro? Será que a negação de quem se é e das experiências que viveu, vale a queda da família? Será que esse comportamento de auto suficiência e de dono da razão vale o desprezo e o abandono?
Quando escolhemos um caminho escuro demais as pessoas não vão nos acompanhar. Se elas nos amam, elas vão te orientar, te puxar pra fora, te curar de você mesmo. 
Mas se minha doença persistir e a cura eu negar, essas mesmas pessoas vão se cansar de mim, e vão entender que não precisam negar suas vidas, seus sonhos e possibilidades porque eu escolhi permanecer no lodo! Eu vou morrer sozinho e oco, porque nada deixei de significante nessa vida, porque por onde eu passei eu apenas semeei dor.


None