quinta-feira, 1 de março de 2018

Parabéns para mim...


Os 2.8 estão chegando... Estão à porta aguardado para entrar.
De tudo que já vivi, apenas duas coisas realmente me fazem falta: um diário, um espaço para poder exorcizar meus demônios nas longas noites de insônia, e de sonhar acordada. Ao longo desses anos, algo se perdeu... como se a realidade sufocasse as fantasias, negando a mim mesma essa oportunidade de "viver em um mundo a parte".
O tempo vai passando e minhas costas doem cada dia mais... será o peso da idade? O peso do corpo? Ou apenas o peso das responsabilidades?
Talvez o conjunto de um todo, já que não dá pra viver em partes...
Conforme os dias passam, me percebo com medo de envelhecer. Mas esse medo não diz respeito as rugas ou aparência... Mas com disposição e disponibilidade, abertura e coragem. Pois percebo que com cada aniversário, com cada ano a mais de experiência,  meu saldo de vida vai de esgotando, lentamente, gota após gota...
Não se trata mais de "mais um ano de vida", e sim de "menos um ano vida".
Vivemos em contagem regressiva... Como Sartre já dizia: somos seres para-a-morte, e é nessa certeza da finitude que buscamos dar um sentimento a nossa existência.
Já vivi tanta coisa, e tenho ainda tanto a viver... Que me assusta pensar que já não temos todo tempo do mundo. Na verdade, nunca tivemos. Afinal, quem sabe quanto de vida nos resta? Ninguém... Desconheço alguém que tenha conhecimento do dia exato de sua morte.
O que desejo? Que esse niilismo não apague de dentro de mim os poucos sonhos que me sobraram. Que eu ainda tenha capacidade de enxergar a alteridade do outro com respeito e sensibilidade.
Que eu seja um eterno vir-a-ser, mas que nessa construção, eu possa ser uma pessoa melhor.
E que a certeza da finitude me traga sentido... Que eu possa viver o presente da maneira mais intensa possível... É só disso que temos certeza. O passado já foi e o futuro não existe. O que existe é apenas o agora e a angústia de ser... Como já dizia Caetano Veloso: cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.

A.C.S

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Sobre "aqueles dias"



Sobre "aqueles dias"
Estou de volta ao ciclo vicioso,
Andando em círculos,
Incapaz de chegar a lugar algum.
Não importa o quanto eu tente, sou tragada pra baixo.
E a decepção me corrói,
Me consome.
Abrindo espaço para o desespero.
Não há para onde ir, nem a quem recorrer...
É como se andasse em uma corda bamba,
Sobre um precipício,
Aguardando a hora da queda:
Por quanto tempo mais irei aguentar?

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Encruzilhada, de um outro caminho.

De repente tudo pelo qual você passou seus últimos 10 anos sonhando e lutando por, perdem o sentido...
E com quase 30, não tem mais para onde correr, fugir ou se esconder. E há duas opções recorrentes em sua mente: continuar insistindo em algo que não tem te dado retorno ou desistir?
Durante muito tempo eu pensei que fraco era quem desistia de uma batalha, mas hoje eu percebo que é preciso de muita coragem para desistir.
Desistir do ideal que você construiu ao longo dos anos;
Desistir de tudo o que você sabe e conhece;
Desistir e recomeçar do zero... over and over and over again!
Desistir da vida que você tanto quer... Mas pera aí... essa não é a vida que eu sonhei pra mim, sempre tendo que recomeçar, como se tudo o que já houvesse feito não contasse...

Mas alguém me disse que...

DESISTIR NÃO É ACABAR; É SE DAR UMA CHANCE DE COMEÇAR DE UMA FORMA DIFERENTE.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Teenager


Engraçado como algumas coisas influenciam de maneira certeira na maneira como nos sentimos. É o que algumas pessoas chamam de entrada da alma né? Olhos, ouvidos...
Hoje me senti uma adolescente, todas  aquelas sensações de desajustamento do personagem do filme, de repente estavam em mim.
Senti uma tristeza tão grande! Uma sensação de não pertencimento.
Alguns sentimentos são difíceis de superar, e eu me pergunto... São eles que não nos deixam? Ou, nós que não deixamos eles?
Mas como diz Scorpions "estou no meu caminho de casa, ontem parece há muito tempo, há muito tempo atrás".
Estamos sempre em busca do nosso lugar, e acho que isso independe de idade, pois é uma questão de construção, nós construímos quem somos, e nos transformamos a cada estação, e em cada parada procuramos um lugar no mundo onde poderemos chamar de nosso.


None.