segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Quanto tempo faz?


Quanto tempo faz desde a última vez?
A noite era quente e cheia de vazio?
Sinceramente, me perdi entre as páginas de uma história repleta de sonhos e frustrações.
Um conselho antes de ir?
Uma prece salvadora guardada para mim?
E em algum lugar... 
Descansar...
E em algum lugar...
Me encontrar...
Com todos os avessos e embaraços de ser.
Mais uma vez eu tenho que caminhar sozinho,
Procurando por um destino só meu.
Todas as estradas são solitárias, meu amigo. 
As escolhas são feitas apenas por nós mesmos,
Não há ninguém pra culpar no final da história.
O destino é seu.
E em algum lugar...
Um lugar onde possa chamar de lar! 
Suavemente nos seus braços descansar, e deixar todos esses sonhos irem.
Lentamente nos seus braços me deitar, como se fosse minha casa, e ali ficar...



None.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Escrevendo pra ninguém II

Esses dias alguém me perguntou qual era meu sonho. E nesse momento eu me dei conta que havia parado de sonhar havia algum tempo. Antigamente, eu sabia exatamente o que fazer, onde chegar... No entanto agora... me falta propósitos, me faltam perspectivas, me faltam direções, um lugar para chegar!
Muitas vezes nós sonhamos grande! Mas, sinto-me andando em círculos, como se houvesse uma grande curva, próximo do alvo, e eu não conseguisse desviar caindo sempre no retorno para a estrada principal.
Tento entender o que deixei pra trás, onde fui deixada pra trás?
É como se eu estivesse sendo intoxicada pelo gás da acomodação, e todo esforço para entrar naquela curva fosse insuportável, fosse demais até mesmo pra mim.
Me pego pensando em Cazuza "ideologia eu quero uma pra viver".

None. 

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Escrevendo pra Ninguém

Há tempos esse sentimento não batia em minha porta... sensação de queda livre, solidão absoluta...
Mas de repente... sem aviso prévio... o desiquilíbrio total!
É incrível como sozinho em um hospital, tantos velhos sentimentos adormecidos podem ser despertados sem permissão, e te devorar lentamente, saboreando cada pedaço seu...
Eu estava ali, à deriva, num leito, sozinho, apenas eu e meus demônios me mastigando, me triturando antes de ser engolindo. Estava vulnerável e ainda estou...
Doente de falta...
O corpo fica dormente, já não responde aos mesmos estímulos... o seu corpo já não responde. Os olhos ficam turvos, embaçados, já não vêem... os seus olhos já não me vêem. A boca resseca, e já não apresenta aquela mesma sede... a sua boca não sede a minha.
E o desequilíbrio toma o espaço que lhe cabe, pois já não há harmonia, as notas se perderam em alguma parte da música que eu não consigo encontrar o ponto para retomar. Nãos sem a ajuda daquele que a escreveu comigo.


None