sábado, 31 de dezembro de 2011

Daquela tarde em que sua vida se esvaiu

A todo instante o vejo derramar um pouco daquele líquido incolor em seu copo. Cada gole ingerido simboliza um pouco de sua dor, de suas angústias e ansiedades, e é claro, um pouco de sua própria vida se esvaindo.
É como se o desespero de degustar uma vida melhor fosse lentamente adormecido, cessado, a cada gole.
Sua garganta queima, conforme aquele líquido vai descendo, assim como a dor de uma vida solitária, de uma vida desgraçada, desprovida de amor.
Em seu interior o líquido queima em seu estômago e flui em sua corrente sanguínea, liberando e/ou inibindo alguns neurotransmissores, lhe causando uma sensação de bem estar, e suprimindo aquela necessidade de amor, amor que sempre lhe fora negado.
Seus olhos não tem mais brilho, assim como seus dias vividos em escalas de cinza. Quando foi que a luz em seus olhos se apagou? Quando foi que seus sonhos morreram e a esperança acabou?
Em um ciclo vicioso, um ciclo de hábito, velhos sentimentos lhe consomem, ao mesmo tempo que na tentativa de se sobressair, o velho líquido lhe consome.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Reflexão

O telefone toca... me fazendo pular da cama logo cedo! Atendo... volto a deitar, a fim de dormir novamente, mas meus pensamentos começam a voar, me fazendo refletir em questões que tanto queria deixar para depois.
Nas vezes que não veio, nas palavras que não disse, no "vem cá, o que está acontecendo na sua vida?" que não é questionado, no sorriso amarelo que sempre aparece ao entrar em contato comigo.
Minha cabeça começa a pesar, meus olhos já não tem mais forças para se manterem abertos...
Depois de muito refletir e pensar, mesmo a contra gosto, algo tão simples e de suma importância aparece, como uma frase bem formulada na cerne de minha psique, "me recuso a participar da vida de quem não participa da minha".
Resultado de um tanto pensar... pensar e pensar... que agora me libertam para mais um estado de ser, quem se é...
Só plantamos o que colhemos, e se não estiverem satisfeitos com minhas atitudes, sinto muito por não ser quem você quer que eu seja...
Mas o meu mundo gira em torno de mim.


A.C.S.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Pedaços

Outro dia, outra noite
E a mesma agonia
Me diga quem sou?
Fique comigo e por mais nada lamentaria

Mas por favor, me diga pelo menos onde estou
Porque você é o antídodo que me faz sobreviver
Quando o silêncio se torna sepulcral
E não há mais nada que eu possa crer

Mas você me cortou em mil pedaços
E mil cacos pontiagudos empurrou sob minha pele
Me deixando sangrar...
Morrendo é tudo o que estamos fazendo aqui...




A.C.S.