terça-feira, 19 de março de 2013

Migalhas

Quando foi que eu deixei de te amar?
Quando foi que eu desisti de nós?
Não queria migalhas!
Meu egoismo me fez tão cega!
Não percebi que aquilo que chamava de migalhas, era tudo o que você tinha.
As migalhas... As migalhas eram minhas.
Fui eu quem amou pouco. Você merecia muito mais do que migalhas! Você merecia tudo! Mas eu neguei a dar-lhe tudo que havia em mim...



A.C.S.

segunda-feira, 18 de março de 2013

O retorno




Eu não posso voltar...
O retorno é o decreto do fracasso.
Eu amo, sim! Eu amo.
Mas não suportaria mais uma briga.
Não posso voltar para aquela vida medíocre, aquela vida de aparências, de sorrisos vazios, aquela vida sem esperanças de dias melhores.
Eu fugi de tudo isso, e retornar significa voltar para tudo aquilo que eu deixei sem olhar pra trás.
Eu amo. Sim! Como amo!
Mas aprendi amar de longe.
Porque só de longe eu consigo manter minhas feridas fechadas e minha sanidade intacta.

A.C.S.


"O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?
Isso depende muito de para onde você quer ir, respondeu o Gato.
Não me importo muito para onde, retrucou Alice.
 Então não importa o caminho que você escolha, disse o Gato.
Contanto que dê em algum lugar, Alice completou.
Oh, você pode ter certeza que vai chegar se você caminhar bastante, disse o Gato."

(Alice no País das Maravilhas)
Lewis Carroll

sábado, 9 de março de 2013

...

É tão difícil crescer!
Talvez ser adulto não signifique apenas ter vinte e poucos anos, uma graduação, um emprego e contas a pagar. Talvez ser adulto signifique dar conta da própria vida. Deixar de agir de má fé, parar de procurar por culpados e se responsabilizar, pagar o preço por sustentar seu desejo. Ser adulto, é sim ter um emprego, contas a pagar, uma casa pra voltar, responsabilidades, graduação, mas acima de tudo é dar conta de tudo isso. Talvez ser adulto seja se sustentar, não apenas financeiramente, mas sustentar um lugar no mundo, sustentar um lugar na vida!

A.C.S.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Do dia em que bati na sua porta






Eu tinha que vê-lo, não saberia por em palavras com aquilo soava definitivo para mim, como se o simples ato de o ver fosse apagar ou trazer a tona tudo o que tínhamos vivido, como se o ver fosse resolver todas as minhas questões acerca do não me apaixonar. Não poderia adiar mais, em meu íntimo eu sabia que para sobreviver eu precisava encontrar o amor. 
Então eu fui, sem pensar duas vezes eu fui. Sabia que estava correndo o risco de encontrar as portas fechadas, mas mesmo assim fui. Para se chegar a algum lugar precisamos correr riscos. Eu precisava me jogar nesse abismo sem fim que se colocara diante de mim. Não podia imaginar que aquilo ainda estava tão longe de acabar, era apenas o começo do fim.




A.C.S.