domingo, 26 de fevereiro de 2012

Além do que seus olhos podem ver - Parte IV

Aos poucos vou entristecendo com a ausência e o afastamento das pessoas que me são importantes... uma lágrima começa a brotar dos meus olhos... mas eu a engulo, e continuo minha caminhada...
Não posso chorar e me lamentar pelas escolhas que são tomadas pelo outro. Mas essas escolhas muitas vezes me afetam diretamente e eu não sei o que fazer...
E me dói... me dói ver essas pessoas cada vez mais longe enquanto eu as quero bem aqui, perto de mim...
Todo esforço de fazê-las ver quão importantes são em minha vida parecem em vão, e a vida me ensina que pessoas vem e vão, mas se você tem amor, mostre-o, não o esconda.
E a única coisa que eu peço é para que elas não vão embora, que fiquem um pouco mais...

A.C.S.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Sem sentidos

Enquanto a vida acontece lá fora
Eu continuo indiferente aqui...
Existe uma música de fundo
Mas eu sou incapaz de escutá-la...
Eu olho ao meu redor mas nada vejo...
Sentir... Eu preciso sentir...
Mas me encontro no meu quarto vazio, inerte...
Meus pensamentos não estão mais aqui.
Não estão em lugar nenhum...
Não há alguém em que eu possa pensar, sentir falta...
Alguém que faça meu coração vibrar.
Eu escolhi isso, eu sei.
Porém não sei até quando vou suportar o preço por sustentar essa escolha.

A.C.S.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Subjetividades


Quando a dor atingir o seu ápice, anestesiando os demais sentidos, só resta uma coisa a se fazer: senti-la!
A dor só nos serve para reafirmar nossa existência, nos relembrando o quanto estamos vivos! Negá-la é o mesmo que negar a si mesmo. A dor é subjetiva, de tal forma que ninguém mais a sente como o seu portador. Fato que a torna única para cada pessoa. Pois cada pessoa é única!
Por sermos únicos não devemos rejeitar a dor, mesmo quando esta chegar sem avisar, pois ela também faz parte desse emaranhado de subjetividades que nos fazem seres únicos... por isso precisamos sentir... pois ninguém mais a sentirá como e por nós...
A dor pode aprisionar a alma daquele que a sente, mas em seu ápice é capaz de libertar...
O preço da liberdade está no ato de sentir... Sentir tudo o que a vida nos traz, sentir tudo aquilo que talvez por medo, ou receio se negamos a sentir em sua maior intensidade.
Ahh a subjetividade! Vários sabores, várias sensações e emoções... que não são compartilhadas, nem repetidas. Uma experiência vivida mais de uma vez não tem o mesmo valor e o mesmo sabor da primeira, o que a torna única, como todo o resto em nosso vida...



A.C.S.