sábado, 31 de dezembro de 2011

Daquela tarde em que sua vida se esvaiu

A todo instante o vejo derramar um pouco daquele líquido incolor em seu copo. Cada gole ingerido simboliza um pouco de sua dor, de suas angústias e ansiedades, e é claro, um pouco de sua própria vida se esvaindo.
É como se o desespero de degustar uma vida melhor fosse lentamente adormecido, cessado, a cada gole.
Sua garganta queima, conforme aquele líquido vai descendo, assim como a dor de uma vida solitária, de uma vida desgraçada, desprovida de amor.
Em seu interior o líquido queima em seu estômago e flui em sua corrente sanguínea, liberando e/ou inibindo alguns neurotransmissores, lhe causando uma sensação de bem estar, e suprimindo aquela necessidade de amor, amor que sempre lhe fora negado.
Seus olhos não tem mais brilho, assim como seus dias vividos em escalas de cinza. Quando foi que a luz em seus olhos se apagou? Quando foi que seus sonhos morreram e a esperança acabou?
Em um ciclo vicioso, um ciclo de hábito, velhos sentimentos lhe consomem, ao mesmo tempo que na tentativa de se sobressair, o velho líquido lhe consome.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Reflexão

O telefone toca... me fazendo pular da cama logo cedo! Atendo... volto a deitar, a fim de dormir novamente, mas meus pensamentos começam a voar, me fazendo refletir em questões que tanto queria deixar para depois.
Nas vezes que não veio, nas palavras que não disse, no "vem cá, o que está acontecendo na sua vida?" que não é questionado, no sorriso amarelo que sempre aparece ao entrar em contato comigo.
Minha cabeça começa a pesar, meus olhos já não tem mais forças para se manterem abertos...
Depois de muito refletir e pensar, mesmo a contra gosto, algo tão simples e de suma importância aparece, como uma frase bem formulada na cerne de minha psique, "me recuso a participar da vida de quem não participa da minha".
Resultado de um tanto pensar... pensar e pensar... que agora me libertam para mais um estado de ser, quem se é...
Só plantamos o que colhemos, e se não estiverem satisfeitos com minhas atitudes, sinto muito por não ser quem você quer que eu seja...
Mas o meu mundo gira em torno de mim.


A.C.S.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Pedaços

Outro dia, outra noite
E a mesma agonia
Me diga quem sou?
Fique comigo e por mais nada lamentaria

Mas por favor, me diga pelo menos onde estou
Porque você é o antídodo que me faz sobreviver
Quando o silêncio se torna sepulcral
E não há mais nada que eu possa crer

Mas você me cortou em mil pedaços
E mil cacos pontiagudos empurrou sob minha pele
Me deixando sangrar...
Morrendo é tudo o que estamos fazendo aqui...




A.C.S.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Nua

Solidão... incostância... medo... morte... desespero... experiências inerentes a vida do homem. Sentimentos ora bons, ora não tão bons assim... E o que fazer diante disso tudo? Se alguém souber, me passa cola? Porque isso não se aprende na escola!!
Rima tosca... mas enfim...
Sou eu e meus avessos, e estou aqui hoje pra falar sem rodeios... Então porque será não falei nada até agora?
Talvez porque não seja de bom tom despejar um conteúdo sem antes explicar a necessidade de se fazer isso. Ou talvez porque não esteja preparado o suficiente pra pôr pra fora aquilo do mais íntimo do meu ser. É difícil admitir que na verdade, é na verdade... você não está convicto das escolhas que você fez, tão pouco tem convicção de que está disposto a pagar o preço por cada uma delas.
É, estou passando por mais um estágio de auto conhecimento, e isso sempre me causa uma grave crise existencial... porque não decorrer do processo vou questionando meus valores, minhas verdades, e acabo perdendo o referencial de tudo. Aí, preciso começar a reconstruir tudo do zero.
Construir... reconstruir...
Significar... resignificar...
Quanto tudo isso vai acabar?
As vezes é difícil, doloroso e cansativo, viver 100 anos em 10!
Sou apenas eu e meus avessos... só eu e e meus avessos... Como já dizia Raul Seixas, não que eu goste dele, mas gosto disso que ele disse: "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo."
Solidão... insconstância... medo... morte... desespero... experiências inerentes a vida do homem. Amor... saudade... felicidade... satisfação... estar com... experiências também inerentes a vida de um homem...
Vivemos em um mundo onde tudo é junto e misturado, e tudo é separado e solto e tudo junto de novo. Talvez esse seja meu mundo, e não necesssariamente O MUNDO. Mas o mundo é só um! E um só pra cada um!
Minhas idéias estão confusas hoje, mas eu me permito isso, estar aqui agora, escrevendo esse monte de abobrinha que também sou eu, um lado que nunca tinha aparecido aqui - onde todos os meus pensamentos e sentimentos são discursados de forma criptografada.
Talvez devesse parar de ser a incógnita... mas essa também sou eu... a envolvida por mistérios e sedução.
Se eu pudesse me mostrar sem necessitar de incógnitas, mistérios e criptografias... mas isso seria tão desisteressante... Que sentido teria passar dias, semanas, meses e anos ao lado de alguém a fim de conhecê-lo, se esse se mostra de forma nua?
As pessoas seriam previsíveis... constantes... monótonas.
O que me encanta no mundo e nas pessoas é esse ar de mistério que perpassa nos olhos, quando algo fica no campo do não dito...
Suportamos o insuportável, enxergamos o invisível, alcançamos o impossível, ouvimos inaudível, sentimos só aquilo que nos é permitido, permito por nós! Pagamos o impagável, mas é a sua vida, a minha vida, a nossa vida, não te deixe dizerem o que fazer, tão pouco dizer que você não é capaz. Eu posso TUDO! Só preciso acreditar nisso...

"Ela acredita em anjos e, porque ela acreditava, eles existiam". (Clarice Lispector)


A.C.S.

sábado, 26 de novembro de 2011

O desconhecido

Pensei que não sobreviveria a um mundo estranho e desconhecido... pensei que não desafiaria as leis da gravidade... pensei que não me lançaria ao acaso, sem um ponto certo, sem um cais do qual pudesse me ancorar.
Pensei tantas coisas, das quais imaginei não poder enfrentar...
Me lancei no escuro, sem ponto certo, sem cais, apenas com uma referencia incerta. Mas de uma coisa eu estou certa, a experiência valeu a pena.
Valeu levantar vôo, valeu conhecer a verdadeira capital, Brasília - Distrito Federal, valeu me hospedar na casa de quem eu nunca vi na vida, andar pelas ruas cantarolando e dançando, valeu me virar em uma cidade estranha contanto apenas com a sorte, um numero de telefone e alguns trocados.
Agora chegou hora de voltar para casa, voltar para a minha realidade, foi tão fácil ser eu mesma em um lugar onde não existe o medo com o que as outras pessoas vão pensar, porque elas não me conhecem e eu não conheço elas...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Ser quem se é

O maior desafio que já me propus a enfrentar: Ser quem se é! Ser quem eu sou...
Não existe mais regras, nem moralidade, tão pouco pudores! Apenas minhas vontades, meus desejos...
Estou me libertando das algemas do medo: medo de amar, medo de querer, medo de agir, medo de falar, medo de ver, medo de SENTIR.
Minha liberdade começou hoje, com um bilhetinho e um recadinho, para o dono de um sorriso incrível, um grito... e uma noite de prazer... prazer este que não se mostrou tão prazeroso... pois na busca de mim mesma, me descobri não ali.
Suas palavras eram doces, seu toque era suave e arrepiante... excitante!
Mas não pode ser você, aquele que me mostrará - assim como quer - o quão linda e merecedora de todo o carinho e atenção do mundo eu sou, de como mereço ser desejada e tratada com respeito e carinho...
Ser quem se é, requer coragem! Na medida em que as escolhas vão gerar consequências, das quais terceiros podem pagar... E este é um preço que não estou preparada ainda para pagar...
Mas vou me jogar na existência, e aceitar a montanha russa da vida!


A.C.S.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

E se não existisse o tempo?

E se eu tivesse um relógio... um relógio daqueles igual do Will Salas, que não marcam as 24 horas do dia, mas marcam os meus anos, meus meses, minhas semanas, meus dias, minhas horas, meus minutos e meus segundos se esvaindo...

E se eu tivesse a absoluta certeza que teria que lutar por mais um minuto de vida?

E se...
Um emaranhado de questionamentos vagam pela minha mente, um bilhão de imagens passam diante dos meus olhos, e começo a pensar no antes, no agora e no depois...
Será que mediante uma contagem regressiva eu perderia o medo de ousar ainda mais? Será que próxima da minha finitude eu faria tudo que mais desejo?
Temo aquilo que mais desejo!
Perder o controle...
"Você toca minha mão
Enquanto as cores ganham vida
No seu coração
E profundamente na sua mente
Eu cruzei a fronteira do tempo
Deixando o hoje pra trás
Pra ficar com você novamente..."¹
Aos poucos vejo o tempo escorrendo entre meus dedos, um segredo sepultado em meu coração, e uma certeza que me rasga ao meio: esse não foi, não é, e nunca será meu lugar.
Não posso estar onde não pertenço... e é somente a mim que eu pertenço
Algo deveria se quebrar... algo deveria se romper... mas estamos diate de um laço forte demais para se desfazer
E assim me mantenho
Firme como uma rocha nas margens de um rio... às margens... mas firme
"Não tente me consertar, eu não estou quebrada... Olá, eu ainda estou aqui... tudo o que sobrou de ontem..."²



¹A.C.S. 2007


² Hello (Evanescence, 2003)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Pensando em você

As vezes me pego pensando em você...
No tom da sua voz sussurrando em meu ouvido...
No toque de sua pele em minha pele...

Nos seus olhos presos aos meus olhos...
E naquele sorriso que se abre ao me encontrar!
Que sensação estranha será essa?
Que me surpreende toda vez que me encontro em seus braços...
Despertando uma onda de sensações estranhas que chega sem avisar.
Me tirando a razão, o fôlego e o ar...
Me pego racionalizando nos mil motivos para não estar com você.
Mas diante de você não existe lógica apenas sentido.

A.C.S.

sábado, 29 de outubro de 2011

Trauma

25 DIAS DE ATESTADO!!!

Esmaguei... Quebrei meu polegar direito... costurei, pus tala e enfaixei...
Nesse momento estou sentindo dor, tá latejando e repuxando...
Menos 25 dias...
Mas essa dor... esses pontos... essa tala... e essa dor... e essa noite mal dormida... o banho mal tomado... a roupa mal vestida... e essa dor...Me fizeram ver que eu não preciso ser auto suficiente em tudo... Porque agora eu não sou auto suficiente em nada... Preciso de um outro pra me ajudar a fazer quase tudo... Ahh e essa dor...
Um dia depois... Menos 24 dias...
>Hoje a dor não foi tão intensa... Mas não dói só meu dedo, não é apenas dor física, é dor na alma também... Minha mãe chega amanhã, não queria que ela me visse frágil desse jeito, mas eu não consigo ser forte o tempo todo!
E a imagem do meu dedo sendo esmagado não sai da minha cabeça... E eu sinto aquela dor me rasgando - literalmente - toda vez que me perguntam como tudo aconteceu.
Se eu tivesse pedido ajuda...
Por que é tão difícil pra mim admitir que eu preciso de ajuda??
É... agora eu preciso MESMO de ajuda!
Me sinto incapacitada... inutilizada...
Ouço uma voz lá no fundo do meu ser, que repete as palavras pronunciadas outrora por alguém:
"Deixe as pessoas te amarem..."
Mas é tão difícil pra mim aceitar que não posso e não devo me "tornar independente de tudo e de todos".
>Mais uma noite mal dormida me espera, espero que ao despertar pela manhã, as coisas se tornem mais fáceis, mais leves, pois não há nada que possa reverter... é um real que me atravessa!


A.C.S.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

E a vida segue seu ciclo

Com dor ou sem dor, a vida segue seu ciclo, e eu sigo com a vida. Como já dizia Heidegger "somos as relações que criamos". Com dor ou sem dor, ainda fui capaz de entrar em uma relação por inteiro. Fui capaz de criar em um curto espaço de tempo uma relação verdadeira e intensa.
Talvez dessa vez eu esteja caminhando de volta para casa. Não temo encontrar aquela garotinha escondida atrás da porta. Não tenho medo de me atirar em seus braços.
Ela me abraça enquanto eu deixo as lágrimas caírem...
Não quero mais fugir da dor, tão pouco de quem eu realmente sou... Aos poucos vou juntando os pedaços de mim que se desfizeram, e voltando a ser eu mesma.

domingo, 11 de setembro de 2011

...

Eu tento.... tento duramente entender, mas todo o esforço é em vão. São todas tentativas falhas, porque eu não vejo o que você consegue ver.
E ali diante de mim está a culpa de algo que está muito fora da minha responsabilidade, pois só posso me responsabilizar pelo que é meu e não do outro.
Sinto muito, mas não vou ceder a isso!
Corrija o lado errado de tudo pois...
Embora eu esteja perto do errado, não estou muito longe do certo!

A.C.S

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Na trilha do desejo

Por um momento quis fazer tudo diferente...
Quis fugir de mim...
Por um momento me perdi em meus pensamentos!
Me fechei em meu mundo, e mantive o silêncio...
Mas foi apenas por um momento!
Era para ser um romance casual, era para ser apenas mais um caso, depois nossas vidas voltariam ao normal.
De volta para minha casa, de volta para minha vida sem emoção.
Mas de repente lá estava eu... entregue em seus braços...
No início eu lutei contra tudo isso, tentando duramente não me envolver.
Mas como seria isso possível se a doçura do seu olhar e a profundidade do seu ser me cativaram tanto?
Como poderia continuar evitando me envolver, se meu corpo ardia e o chão sumia a cada contato dos seus lábios nos meus?
Eu parei de fugir de mim... enfrentei meus medos, superei alguns preconceitos, segui na trilha do meu desejo!
Hoje me sinto feliz!!
Feliz por ter você, mas acima de tudo feliz por ter me permitido viver isso!
Estar ao seu lado é tudo o que eu mais quero... mas a distância me impede, objetivos e propósitos maiores me impedem.
E assim vou indo seguindo...
Três dias e já estou sentindo sua falta...
O coração vai apertando com a saudade que vem chegando mais rápida e doída do que imaginei...
Esse é o preço que estou pagando por seguir na trilha do meu desejo.
Mas todo esforço tem sua recompensa, e a minha é a falta e a saudade que você também sente!
Não se assuste se topar comigo no momento em que você menos esperar...
Lembre-se:
Estou na trilha do meu desejo!


A.C.S.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Um olhar sobre de si...

Ainda sou daquelas que prefere a solidão a um relacionamento superficial. E ao meu ver, as relações de maneira geral estão cada vez mais superficiais. "Sou eu e meu avessos", mas nunca vou contra aquilo que eu acredito, tão pouco vou contra a minha ideologia de vida. Faço as coisas que me dão prazer em fazer. Valorizo quem tem atitude e opinião própria e não seguem o que a massa prega. Porque não basta ser apenas mais um rostinho bonito e inteligente, é preciso ter CARÁTER.
Uma vez alguém me disse que o tempo não passa, que somos nós quem passamos no tempo. Quando penso em como algumas coisas passam e outras não, percebo como o tempo é líquido, pois ele escorre por entre meus dedos, sem ao menos me dar conta que isso acontece. Quando acordo pra vida, as oportunidades já se foram, o prazo já acabou, mais um dia se foi, mais um mês passou, mais um ano terminou, e eu não consegui sugar e aproveitar tudo o que me foi proporcionado de maneira integral. Muitas vezes por medo de tentar, por medo de não ser suficientemente boa. E a vida passa e com ela a chance de ser feliz naquele momento. Porque a oportunidade não bate duas vezes na mesma porta.
Não abro mão de privacidade, de ter meu espaço para poder fazer, dizer, ser e agir da maneira com me agrada. Precisamos ter um lugar onde possamos nos sentir bem, onde possamos dizer que é ali que pertencemos. E este LUGAR não é apenas um
espaço físico, mas é também um grupo de pessoas da qual nos identificamos.
“Erro técnico sim, erro ético nunca”. Acredito que só é possível acertar, depois de tentar e errar algumas vezes. Precisamos ter responsabilidade para assumir os nossos erros e nossos acertos, pois ambos geram consequências futuras. Ganhei o status de ousada para alguns, por simplesmente me jogar e ver até onde consigo chegar. Não preciso que ninguém me cobre ou me julgue, eu mesma já faço isso o suficiente. Estou em um processo de experimentação, quero provar um pouco de tudo, saber que gosto tem, para poder dizer se gosto ou não.
“O importante é ser você, mesmo que seja estranho, seja você mesmo que seja bizarro”. O que movimenta é o desejo! O desejo de apenas VIVER! E isso inclui a profissão da qual eu escolhi, as amizades, os amores e a família. O que move é acreditar que ainda existem pessoas das quais vale a pena, que ainda existem causas das quais vale a pena lutar, o que me move é a esperança, é a certeza de que eu posso confiar em mim, e com isso posso construir relações concretas e verdadeiras.
As vezes tenho a impressão que estou me tornando uma ilha, o cantato com as pessoas está se tornando cada vez mais massante. A ignorância é uma dádiva! Não faço o mínimo de esforço em me relacionar com pessoas das quais não possam me acrescentar em nada, que suas maiores preocuapações é em que festa vão ir, o que vão vestir, com quem vão ‘ficar’. Pessoas que se aproximam de outras apenas para tirar algum proveito. Quanta hipocresia! O que mais posso querer de alguém além de uma boa companhia e de bons momentos ao lado dela? Nada! Porque só isso me basta, a certeza de ter alguém por inteiro ao seu lado.


A.C.S.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Meu medo

Eu temo por tudo o que você significa em minha vida, temo por não conseguir te afastar do meu caminho... temo por não ser forte o suficiente pra me afastar e dizer não.
Estou lutando para ser forte, lutando para não recair... mas temo em fraquejar.
Minha decisão já foi tomada, e não pretendo voltar atrás. Durante muito tempo eu adiei isso, me neguei a ver o inevitável fim que estava posto bem ali, na minha frente, todos esses anos.
Hoje não lamento pela sua falta, pois já não a sinto...
Lamento por tanto tempo perdido, por tantas lágrimas derramadas em vão.
Como eu pude ser tão cega?
Mas não cometo o mesmo erro duas vezes... Deixei viver por algum tempo, mas também deixei de amar você!
Hoje meu medo não me permite que eu me deixe envolver para além do contato físico.
Vivo sim com razão e emoção!
Mas temo por não poder conseguir levar isso adiante de maneira tão controlada.
Temo por não conseguir continuar levando tudo sob medida.
Temo em me deixar cair na tentação do meu maior desejo: o descontrole.


A.C.S.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Além dos que seus olhos podem ver - Parte II

Durante muito tempo tentei ser aquela pessoa moralmente correta, sempre aplicada, buscando dar o melhor de si em tudo o que faz. Mas infelizmente estou pagando um preço alto por isso.

Acabei me tornando aquela super sincera com os outros, mas que se recusa a escutar a si mesma: "Eu acordo de manhã, e coloco minha máscara, a que vai me fazer passar por outro dia, realmente não importa como eu me sinto por dentro, porque a vida às vezes é como um jogo..."

Hora de ser honesta!

Dessa vez estou sangrando...

Nunca imaginei que chegaria nesse ponto. Me sinto exausta, sinto que cheguei ao meu limite. A garota que sempre tirou notas boas, aquela que nunca pegou PF ou deixou de estudar para sair com os amigos, se sente fracassada, pois é chegada a hora em que ela própria se percebe se boicotando, na reta final do semestre, e os trabalhos vão se acumulando... e ela sente que pela primeira vez
não vai dar conta, mas não por falta de capacidade, por falta de vontade.

E ainda existem aqueles que a julgam dizendo que ela brinca com Deus, pobres mortais, não conseguem ver que cultuam o Deus errado. Ele estará feliz em vê-la tomando seu sofrimento sem ao menos tentar se libertar dele? Estará feliz Ele ao vê-la se despir da responsabilidade dos seus atos e escolhas e a ver o responsabilizando por todas as coisas?

Será mesmo essa vontade de Deus?

Que nos encarceremos no manto do conformismo, que nada façamos para romper com as algemas do sofrimento, e que continuemos buscando a felicidade utópica? Ou será que o que Ele realmente quer é que desejemos apenas viver? Prontos para receber o que vida tiver a oferecer... seja perdas, ou conquistas... apenas viver...

A.C.S.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Humano: o causador do desequilíbrio

"Céu e terra não tem atributos e não estabelecem diferenças: tratam as miríades de criaturas como cachorros de palha." (LAO-TSÉ apud Jonh Gray)


Desde sua criação a humanidade vem tentando responder questões enigmáticas, perguntas sem respostas, desvendar os mistérios que se encontram por trás da cortina da existência. Teorias e mais teorias são criadas para dar fim a tais questionamentos. Respostas foram formuladas para explicar desde a criação do principio de tudo, até a destruição profética e apocalíptica do mundo.
Por ser um ser pensante, construtor da realidade que o cerca e da própria realidade, o homem sempre se julgou ser a espécie humana a mais livre, evoluída e superior de todas as espécies que habita esse mundo. No entanto nos dias atuais, nos vemos - embora ainda com dificuldade em admitir - presos no cárcere da certeza.
Buscamos a verdade, o progresso, a tecnologia... e acabamos caindo na escravidão das nossas próprias criações: a ciência, a política e a religião.
A ciência foi criada para nos alicerçar na verdade científica, empírica, concreta, palpável, no entanto nos contradizemos quando nos descremos como seres dotados de fé, que crê no invisível, no intocável.
No fim, somos tão importantates e ao mesmo tempo tão insignificantes e descartáveis como todos os outros seres vivos - estes ainda são causadores do equilíbrio natural - enquanto que o humano só trouxe o desequilíbrio para mundo. Sim, somos criaturas super-evoluídas, dotadas de linguagem e detentoras do saber. Tanta evolução só poderia nos conduzir a um único caminho: o ser humano é a espécie mais destrutiva e causadora do desequilíbrio!


"Os humanos não podem salvar o mundo, mas isso não é razão para o desespero. Ele não precisa de salvação. Felizmente, os humanos nunca viverão num mundo construído por si mesmo." (JOHN GRAY, 2003).



A.C.S.


*Reflexão feita a partir da leitura do livro "Cachorros de Palha" por John Gray.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O despertar

Obrigado pela dor...
Pois graças a ela eu me liberto para um novo amanhã!

Era como se eu tivesse despertado para um pesadelo...
Onde todos os meus sonhos ruíram, onde toda esperança de um futuro não existia mais.
E eu estava ali a mercê da própria sorte.
Não havia mais para onde correr, pois meu porto seguro não estava mais ancorado para mim.
Eu te perdi mais uma vez...
E a dor dilacerava em minhas veias!
Percorrendo cada centímetro do meu corpo, anestesiando meus sentidos, me tornando incapaz de sentir qualquer outra coisa que não fosse dor.
Onde foi que eu perdi a senso de realidade e ilusão?
Eu não estava sonhando, aquilo não foi um pesadelo.
Aquilo foi real...
E agora as palavras ecoam dentro de mim...
"Estou quase casando..."
Eu perdi mais uma vez...
Todos esses anos me alimentei de uma ilusão...
Era para ser eu e não a...
Cris...
A pronúncia desse nome foi uma estaca cravada em meu coração!
Tento buscar vestígios de que ainda não acordei, mas o que distingue a realidade e a ilusão?
O fato de estar acordado não significa total lucidez.
Pois eu acredito ainda estar sonhando...
E quando eu dispertar você estará lá para mim, para construirmos uma vida juntos...
Para podermos enfim dizer:
"Prometo te amar na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte nos separe."
Enquanto esse pesadelo não acaba, meu desejo é que sejas feliz, mesmo que não seja ao meu lado...


A.C.S.

domingo, 1 de maio de 2011

Além do que os olhos podem ver

"Tantos rostos... tantas histórias...
O que será haver por trás de cada um daqueles rostos?
Histórias de perdas... histórias de conquistas...
Marcas de expressão...
Marcas de sofrimento... de lágrimas... de dor e emoção...
Quais serão os fatos omitidos por aquele sorriso que disfarça as lágrimas que um dia escaparam por entre seus olhos?Quantas páginas marcadas pelo tempo, que não podiam se viradas...
Fico me perguntando onde foi que o sonho morreu, e o brilhos daqueles olhos se apagaram, fazendo com que se perdesse o encanto pela vida, e se endurecesse aquele coração sedento por amor..."

Sim... sedento por amor!
Se eu olhar mais de perto posso ver através daqueles olhos, posso ver um pedido silencioso de socorro. Mas ninguém dá atenção... Ninguém consegue compreender, e por isso descartam, deixam de lado, como copo, uma cadeira, um objeto qualquer.
Por que?
Por que as pessoas não prestam mais atenção aos pequenos detalhes?
Não é difícil perceber que por trás daquele semblante rude, esconde-se alguém extremamente sensível, que teme demonstrar tal carência afetiva e parecer fraquesa. Não é difícil... é apenas trabalhoso, pois requer uma aproximação gradativa, antes é preciso acolher, e para acolher não precisa necessariamente que se haja um momento de desabafo. Muitas vezes um simples gesto de carinho pode mudar uma vida, um abraço, um aperto de mão, pode quebrar um bloco de gelo, e transformar um coração de pedra, em um de carne. Um simples e pequeno gesto acolhedor...
Não se deve desistir de alguém que é visível que precisa de ajuda, mesmo que este dificulte as coisas para que esse processo aconteça. Se és um ser humano que sofre, precisa de cuidado.

"Uma luz se põe a iluminar aquele rosto outrora marcado pela dor.
Seu olhar agora reflete vida, antes tão esquecida...
Pouco a pouco seu semblante se embrandece.
Numa sincera e gostosa gargalhada. "


A.C.S

domingo, 24 de abril de 2011

Eu e a Solidão

Me encontro dialogando com a solidão...
As ruas parecem vazias,
Como eu e a nossa paixão.
O sol vai se apagando ao se por,
Como o brilho dos meus olhos ao não encontrar os teus...
Me recuso a viver à mercê de recaídas!
Me iludindo que uma parte de você me pertence...
Te quero por inteiro!
Te quero de qualquer jeito.
As horas insistem em passar...
E você continua se recusando a voltar!
Eu acreditei fielmente em seu amor.
Eu dei tudo de mim...
Eu sacrifiquei muito para estar hoje aqui,
Esperando você...
Ninguém nunca vai te amar como eu te amo!
Tão grande é meu amor que eu desisto de você...
Siga seu caminho,
Que eu seguirei o meu.
Talvez um dia você abra os olhos e entenda
Tudo que deixei pra trás em nome desse amor,
Que eu nunca tive a felicidade de viver...


A.C.S.

Por que?

Terei eu que abrir mão mais uma vez de você?
Terei eu que calar ainda mais o que sinto?
Eu também fiz muitos sacrifícios...
Por quanto tempo mais vamos fingir que não nos importamos?
Por quanto tempo mais vamos permitir que a religião nos separe?
Se a fé que temos é em um único Deus...
Que deus é esse que me separa de você e não apaga esse amor que guardo a tantos anos?
Se ele não nos quer juntos, por que ainda permite que nossos caminhos se cruzem?
Que lição ainda me falta aprender?
Quanto mais ainda terei que sofrer?
Por que eu sempre chego tarde demais?
Eu sempre chego depois...
Depois que você já foi...
Eu acreditei que tivesse aprendido.
Mas ainda há muito que aprender sobre mim.


A.C.S.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

É difícil disfarçar

TIRE O SEU SORRISO DO CAMINHO
QUE EU QUERO PASSAR COM A MINHA DOR
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu so errei quando juntei minh'alma a sua
O sol não pode viver perto da lua
É no espelho que eu vejo a minha magoa
A minha dor e os meus olhos rasos d'agua
EU NA SUA VIDA JÁ FUI UMA FLOR
HOJE SOU UM ESPINHO EM SEU AMOR

(A Flor E O Espinho_Paulinho Moska)

quinta-feira, 17 de março de 2011

Nostalgia com lembranças, mas sem esperanças

De volta aquela nostalgia...
sem motivo...
sem sentido...
Apenas um fluído...
Um ruído do que restou...
Sensação boba que chega de repente sem avisar...
Me afogando em lembranças distantes...
irrelevantes...
Me tirando todo ar...



A.C.S.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Nostalgia sem lembrança, apenas esperança

Por vezes chego a pensar que esse ciclo nunca se quebra...
Que essa maresia* insiste em voltar a penetrar meu ar,
Me envolvendo em uma onda de nostalgia.
Me pergunto o por quê?
Se de nenhuma maneira tivemos algo que nos unisse no passado,
Tão pouco no presente...
E o futuro, só a Deus pertence!
Me pego imaginando coisas...
Como se existisse alguma possibilidade de haver um eu e você.
Como se parte de mim já se rendesse,
E uma parte de você me pertencesse.
Que sensação estranha é essa?
Ahhh sim... o mundo parou! No mesmo instante em que você me olhou...
Devagar o tempo volta a pulsar,
Se contrapondo ao sangue acelerado em minhas veias.
Sem forças para me controlar, eu luto contra tudo isso.
Evitando sentir o que sinto... evitando me render a cair em sua teia...
Pouco a pouco eu me afasto...
Eu me contenho.
Porém, incapaz de manter uma distância segura.
Incapaz de não me deixar levar pela beleza do seu sorriso...
Incapaz de não mergulhar nas profundezas do seu olhar!
Lá estou eu mais uma vez,
Me perdendo em meus devaneios.
Confundindo realidade e ilusão...
Um sonho idealizado, mas quase real.
Fecho os olhos e seguro firme a respiração.
É só mais um dia...
E a sua lembrança a minha mais triste alegria...
É a tal daquela nostalgia...
Aquela sem lembrança...
Apenas esperança...

A.C.S.




*Maresia: Estado de total inércia, falta de energia para fazer qualquer coisa (num sentido pessoal), também significando paradeiro, silêncio, falta de movimento (num sentido externo);
Brisa marinha; ar de região litorânea; uma névoa fina, úmida e salgada que paira sobre cidade litorânea e oxida metais.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Perto da borda

A beira de um penhasco de repente o chão desaparece, e a sensação de queda livre parece não ter fim...
A noite noite parece não terminar, e minhas lágrimas não secar...
Uma onda de desespero e angustia assolam minha alma, o medo do escuro e do inseguro não me deixam dormir.
Logo, chego ao fim do precipício, e percebo que tanto medo era em vão... Alguém amparou minha queda, deixando em um mim um sentimento de que não estou só. De que há muita coisa pelo qual lutar. E que ainda há esperança para aqueles que não desistem de viver...


A.C.S.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Estátua de Pedra

Quem me dera tapar meus olhos e deixar de ver essa vida como um sonhador...
Quem me dera atrofiar meus sentidos e deixar de sentir o vento, o frio, o calor, a fome, a sede, o ódio, o amor... e não mais sentiria o sangue apaixonado correndo em minhas veias.
Quem me dera tapar meus ouvidos e minha boca, assim não ouviria e nem mais faria promessas. Não mais daria um sentido às palavras, nem mais as pronunciaria.
Quem me dera ser como uma fria estatua de pedra!
Assim aceitaria a vida tal como ela é, sem questionar, sem tentar entender o porquê de viver.
A vida se tornaria mais simples, porém vazia... oca... porém não mais amarga, sofrida. Mas sem sabor, sem emoção, sem sentimento, sem paixão, sem tesão.
Não mais existiria, apenas seria... alguma coisa em algum lugar, sem presente, passado ou futuro. Seria apenas coisa, sem sentido, sem valor, sem pudor.
E com a fé que tenho na crença de que o importante é ser feliz... fico apenas vagando em pensamentos, me recusando a aceitar essa vida de fria estátua de pedra. Vivendo como um sonhador, vou recusando todos os tipos de vida estereotipadas e voarei para além do que eu posso ser...

A.C.S.

Amor sem nome

Por um instante eu pensei que fosse você... meu amor sem nome...
Aquele que me daria uma razão a mais...
Aquele que traria o colorido para meus dias cinzentos...
As palavras, os gestos, as trocas de olhares...
Por instantes acreditei que aquele era o rosto do meu grande amor, ainda sem nome...
Aquele que eu já amava antes mesmo de conhecer.
Mas você está tão distante, uma distancia invisível, imperceptível.
Talvez hoje você tire sua máscara e revele sua face pela primeira vez!
Os pingos de chuva começam a cair,
Persistindo em manter o cinza em nossos dias...

A.C.S.

Delírio

Era para ser apenas mais uma aventura.
Mas eu deliro toda vez que recordo daquele toque, daquele beijo, daquele sorriso, daqueles olhos... É como se minha mente e corpo desejassem desesperadamente eternizar aquele momento.
Meus lábios sedentos por seus beijos...
Minha pele ansiando pelo contato com sua pele... morena... quente como o Sol, macia como o veludo.
Será que você anseia pelo meu toque, como anseio pelo seu?

A.C.S

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

É preciso coragem!

Quantas chances você já perdeu de ser feliz?
Quantas oportunidades lhes escaparam entre os dedos?
Ser feliz requer coragem, garra, ousadia... sobretudo, espontaneidade e autenticidade.
Não se pode ser feliz mascarando quem se é, agindo de forma que agrade os outros e que agrida a si próprio. A luta incansável em atingir os padrões ditados pelo sistema nos afasta de maneira silenciosa da felicidade tão almejada por nós.
As técnicas de "tortura'' para alcançar o corpo "perfeito", os golpes aplicados para comprar qualidade de vida, e o "massacre" dos 15 minutos de fama, se tornaram os valores adotados em nossa sociedade.
Não tem nada de errado em cuidar do corpo, se pautando em hábitos saudáveis, visando o bem estar e a saúde, e não o enquadramento doentio que nos pluraliza, nos tornando APENAS mais um. Tão pouco seja errado buscar qualidade de vida e bem estar, desde que essa busca não seja compulsiva em ter... ter... e ter... mas que priorize o ser. Porque o ter é fugaz, o material se dissolve! Quanto a mídia, devido aos reality show e aos 15 minutos de fama, o que é promovido são figuras e programas que agridem nossa inteligência, figuras que fazem uso do corpo para se destacarem e piadas e jargões que só mancham a imagem do brasileiro.
Brasil também tem cultura, apesar da política suja e do funk de beira de esquina, também tem cultura! O brasileiro é a mistura das raças, uma história inteira a explorar.
E a felicidade onde ficou?
Foi engolida pela massificação!
É preciso coragem!
Coragem para dizer não e nadar contra a maré. Coragem para aceitar verdadeiramente quem se é!
Dizem que não tem receita para felicidade, mas eu sei de uma:
Seja verdadeiro com os demais, sobretudo, seja verdadeiro consigo mesmo.
A felicidade não é algo avassalador, pelo contrário, é tênue. Você só percebe quando presta atenção nos detalhes!

A.C.S.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Questões

Em outros tempos, juro... eu estaria me rasgando ao meio!
Isso me preocupa... a minha falta de preocupação!
É crime ser feliz quando nada lhe parece favorável?
É pecado abandonar a ilusão e adotar a intenção?
É ousadia falar o que pensa e expressar aquilo que deseja?
Tem perdão em equibrar a razão e a emoção?
É aceitável correr riscos?
É possível acertar errando?
É coragem ou falta dela correr de uma luta perdida?
É maturidade ou fragilidade aprender a dizer não?
É errado antes de... comer, beber, levar, comprar, usar, tomar, casar, aceitar e dizer SIM?
Não é provando que se sabe que gosto tem?
Não é tentando que se acerta e aprende?
Se é preciso tentar, é preciso arriscar!
Não existe o porquê da intolerância com que comete erros. Porque não existe esse negócio de erros, o que existe são tentativas inacertadas.


A.C.S.

Rumo ao...

Segundo Rogers o homem traz consigo a capacidade e a tendência de caminhar rumo ao desenvolvimento. Fico imaginando se Rogers não superestimou os homens. Acredito fielmente quando ele diz que as relações nos proporcionam a oportunidade de crescer. Afinal, sempre aprendemos algo nas relações que construímos no decorrer da nossa existência, sempre agregamos conhecimento com nossas experiências.
Tudo o que somos hoje é uma construção advindas das nossas vivências. Porém as vezes essa construção precisa ser descontruída. Precisamos dar novos significados a velhas vivências... só assim será possível alcançar o desenvolvimento e a maturidade como Rogers sugere. Certamente assim um dia eu possa ver homens e mulheres, brancos e negros, católicos e protestantes, se tratarem como iguais, pois seus valores vem a priori, não importando gênero, raça ou crença.


A.C.S