sexta-feira, 11 de novembro de 2011

E se não existisse o tempo?

E se eu tivesse um relógio... um relógio daqueles igual do Will Salas, que não marcam as 24 horas do dia, mas marcam os meus anos, meus meses, minhas semanas, meus dias, minhas horas, meus minutos e meus segundos se esvaindo...

E se eu tivesse a absoluta certeza que teria que lutar por mais um minuto de vida?

E se...
Um emaranhado de questionamentos vagam pela minha mente, um bilhão de imagens passam diante dos meus olhos, e começo a pensar no antes, no agora e no depois...
Será que mediante uma contagem regressiva eu perderia o medo de ousar ainda mais? Será que próxima da minha finitude eu faria tudo que mais desejo?
Temo aquilo que mais desejo!
Perder o controle...
"Você toca minha mão
Enquanto as cores ganham vida
No seu coração
E profundamente na sua mente
Eu cruzei a fronteira do tempo
Deixando o hoje pra trás
Pra ficar com você novamente..."¹
Aos poucos vejo o tempo escorrendo entre meus dedos, um segredo sepultado em meu coração, e uma certeza que me rasga ao meio: esse não foi, não é, e nunca será meu lugar.
Não posso estar onde não pertenço... e é somente a mim que eu pertenço
Algo deveria se quebrar... algo deveria se romper... mas estamos diate de um laço forte demais para se desfazer
E assim me mantenho
Firme como uma rocha nas margens de um rio... às margens... mas firme
"Não tente me consertar, eu não estou quebrada... Olá, eu ainda estou aqui... tudo o que sobrou de ontem..."²



¹A.C.S. 2007


² Hello (Evanescence, 2003)

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