segunda-feira, 23 de maio de 2011

Humano: o causador do desequilíbrio

"Céu e terra não tem atributos e não estabelecem diferenças: tratam as miríades de criaturas como cachorros de palha." (LAO-TSÉ apud Jonh Gray)


Desde sua criação a humanidade vem tentando responder questões enigmáticas, perguntas sem respostas, desvendar os mistérios que se encontram por trás da cortina da existência. Teorias e mais teorias são criadas para dar fim a tais questionamentos. Respostas foram formuladas para explicar desde a criação do principio de tudo, até a destruição profética e apocalíptica do mundo.
Por ser um ser pensante, construtor da realidade que o cerca e da própria realidade, o homem sempre se julgou ser a espécie humana a mais livre, evoluída e superior de todas as espécies que habita esse mundo. No entanto nos dias atuais, nos vemos - embora ainda com dificuldade em admitir - presos no cárcere da certeza.
Buscamos a verdade, o progresso, a tecnologia... e acabamos caindo na escravidão das nossas próprias criações: a ciência, a política e a religião.
A ciência foi criada para nos alicerçar na verdade científica, empírica, concreta, palpável, no entanto nos contradizemos quando nos descremos como seres dotados de fé, que crê no invisível, no intocável.
No fim, somos tão importantates e ao mesmo tempo tão insignificantes e descartáveis como todos os outros seres vivos - estes ainda são causadores do equilíbrio natural - enquanto que o humano só trouxe o desequilíbrio para mundo. Sim, somos criaturas super-evoluídas, dotadas de linguagem e detentoras do saber. Tanta evolução só poderia nos conduzir a um único caminho: o ser humano é a espécie mais destrutiva e causadora do desequilíbrio!


"Os humanos não podem salvar o mundo, mas isso não é razão para o desespero. Ele não precisa de salvação. Felizmente, os humanos nunca viverão num mundo construído por si mesmo." (JOHN GRAY, 2003).



A.C.S.


*Reflexão feita a partir da leitura do livro "Cachorros de Palha" por John Gray.

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