sexta-feira, 8 de abril de 2016

Escrevendo pra Ninguém

Há tempos esse sentimento não batia em minha porta... sensação de queda livre, solidão absoluta...
Mas de repente... sem aviso prévio... o desiquilíbrio total!
É incrível como sozinho em um hospital, tantos velhos sentimentos adormecidos podem ser despertados sem permissão, e te devorar lentamente, saboreando cada pedaço seu...
Eu estava ali, à deriva, num leito, sozinho, apenas eu e meus demônios me mastigando, me triturando antes de ser engolindo. Estava vulnerável e ainda estou...
Doente de falta...
O corpo fica dormente, já não responde aos mesmos estímulos... o seu corpo já não responde. Os olhos ficam turvos, embaçados, já não vêem... os seus olhos já não me vêem. A boca resseca, e já não apresenta aquela mesma sede... a sua boca não sede a minha.
E o desequilíbrio toma o espaço que lhe cabe, pois já não há harmonia, as notas se perderam em alguma parte da música que eu não consigo encontrar o ponto para retomar. Nãos sem a ajuda daquele que a escreveu comigo.


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