Diário aberto
A partir de uma conversa com um amigo hoje, eu finalizo minha faxina com o tão esperado banho! E me pego pensando: seria eu extraordinária por fazer as coisas que faço? Se faço o que faço é porque muitas vezes deixo minha vaidade de lado, resolvo o que precisa ser resolvido e vida que segue. Eu não sou extraordinária, sou apenas uma mulher que luta para fugir dos padrões, que resolve a própria vida e não precisa de proteção. Mas isso não anula o fato de por vezes querer ser protegida, ser cuidada, querer alguém que resolva as coisas pra mim/por mim, pois na maioria das vezes estou me sentindo cansada, e quando adoeço isso fica muito mais latente.
Na minha exaustão física, deitada na minha rede, com os pé e costas latejando, reafirmo uma frase outrora dita: "você não precisa ser extraordinário para merecer ser amado, você só precisa ser você..."
Sabe, é muito fácil amar alguém extraordinário, mas e na dificuldade? E onde o calo aperta? E quando o real bate e o ideal é destituído? Quem fica? Alguém fica?Sob o breu da noite eu reafirmo pra mim mesma: eu não quero ser extraordinária, eu só quero ser eu. E mereço ser amada por isso, e espero não me delongar mais em lugares e pessoas com as quais eu não me sinta livre pra ser eu e meus avessos.

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