sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Eu apenas me calei... Porque em mim não havia mais afeição


Momentos como esses, me fazem pensar que existem pessoas que possuem um coração tão endurecido que já não ouvem a voz do bom senso, que dirá a voz de Deus! Pessoas que se perdem por um caminho tão negro e sombrio que já não encontro o caminho de volta pra casa. Pessoas miseráveis, não por suas condições financeiras, mas porque não tem propósitos, não tem luz, por onde passam só deixam marca de dor e destruição.
Essas pessoas tem o poder de nos afetar negativamente, elas nos prendem em suas teias de amargura, sugando os sonhos que nos restam. Mas como se proteger dessas pessoas? Como evitar que suas vidas não nos afetem quando elas se encontram tão próximas de nós?
A vida poderia ser tão pura e boa se não nos apegássemos aos vícios de autodestruição. Porque nos matar aos poucos anestesia a dor insuportável de existir. A sensação do não-sentido, de negar a si mesmo e a vida real é viciante, pois nos abre uma porta a tantas outras possibilidades de vidas paralelas, alheia a nós mesmos. Mas até que ponto vale a pena viver na negação?
Será que a dor do passado entalado vale a negação do presente e a perspectiva de um futuro? Será que a negação de quem se é e das experiências que viveu, vale a queda da família? Será que esse comportamento de auto suficiência e de dono da razão vale o desprezo e o abandono?
Quando escolhemos um caminho escuro demais as pessoas não vão nos acompanhar. Se elas nos amam, elas vão te orientar, te puxar pra fora, te curar de você mesmo. 
Mas se minha doença persistir e a cura eu negar, essas mesmas pessoas vão se cansar de mim, e vão entender que não precisam negar suas vidas, seus sonhos e possibilidades porque eu escolhi permanecer no lodo! Eu vou morrer sozinho e oco, porque nada deixei de significante nessa vida, porque por onde eu passei eu apenas semeei dor.


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