quarta-feira, 10 de março de 2010

Um sentido de vida

"A vida pode ser comparada a uma triste e solene viagem de trem, somos deixados em um mundo maravilhoso, conhecemos pessoas, convivemos uns com os outros, caminhamos juntos por algum tempo. Mas logo depois chegamos a outra estação, nos separamos e por fim desaparecemos de uma forma tão rápida e inexplicável quanto surgimos... O que era para ser eterno se torna fugaz."

Autor desconhecido


"Somos seres-para-morte", dizia Sartre. Assim somos lançados ao mundo, cheio de incertezas, angústias... mas donos de nosso próprio destino, inteiramente conscientes e responsáveis pelos nossos atos. Porém vemos a morte como sendo de outro tempo, de outro espaço. É preciso tomar consciência disso, estar ciente que nosso tempo é indeterminado, impreciso, limitado... somos mortais, e essa idéia é o que estrutura o sentido de viver, pois só assim, sabendo que temos um certo "prazo de validade" é que damos sentido a nossa vida.
Se somos seres-para-morte, não podemos esperar para viver, é crucial darmos sentido à nossa existência, estabelecer um projeto de vida para si mesmo. Mais que um simples projeto, o sentido da vida é o porque acordamos dia após dia.
É preciso mais que ficar apenas no desejo, "se você quiser comprar uma casa, compre o cimento antes, faça algo de concreto".
Somos seres únicos, cada um com sua maneira própria de ver o mundo, ninguém pode viver por nós, só há uma chance para se fazer isso, enquanto estivermos presentes nesse mundo, nossa única certeza é a finitude. Por isso, é vital que deixemos de ser passivos, e meros espectadores desse incrível espetáculo que é a existência.
Quando fechar meus olhos pela última vez, desejo deixar esse mundo com uma vida cheia de significações, que eu possa dar meu último suspiro e deixar como exemplo aos que ficarem, de alguém que foi atrás de seus ideais e os conquistou.
Aproveite a vida, não aguarde o tempo...

CARPE DIEM


A.C.S.

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