Que seja infinito enquanto dure...
SÁBADO, 19 DE JANEIRO DE 2019
E desta experiência, uma aprendizagem: o amor não torna duas pessoas uma. O próprio pronome ‘nós’, indica primeira pessoa do plural. E plural é mais que um! Neste caso, éramos dois. Mas não conseguimos remar nossos barcos para a mesma direção, e assim foi necessário que cada um seguisse com o seu roteiro de viagem próprio.
Aprendemos que era preciso maturidade para viver o ‘nós’ como primeira pessoa do plural. Enfrentamos e vencemos grandes desafios juntos, mas nos perdermos nos pequenos detalhes da vida cotidiana, aqueles que para nós muitas vezes nos pareciam tão insignificantes.
Aprendemos que cada um tem suas particularidades. Que cada um tem sua individualidade e necessidades que lhe são próprias. E com isso, talvez o aprendizado mais cruel de todos. Que maturidade é saber a hora de deixar o outro ir, por mais doloroso que seja. É entender que apesar dos sentimentos que se tem um pelo outro, nem sempre seremos capazes de oferecer aquele que amamos aquilo que ele precisa.
É preciso coragem para bater em retirada, as vezes continuar lutando é tolice.
Deveria ter segurado mais forte em suas mãos e te levado para admirar com mais calma e tranquilidade o silêncio das estrelas.
Deveria ter passado mais tempo olhando para você do que para a vida, pois enquanto a vida passava nosso tempo também passou e quando percebemos haviam mais cacos no chão do que podíamos juntar sem nos ferir.
De tudo o que vivemos, eu só tenho um arrependimento: não ter valorizado os momentos bons ao seu lado, e tivemos tantos!
Vou te amar pra sempre! Por ter segurado minha mão nos momentos mais difíceis, e por tê-la soltado quando foi preciso.
A.C.S., 2019


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