quinta-feira, 23 de julho de 2009

A morte da pequena criança que vivia em mim

SÁBADO, 22 DE MARÇO DE 2008


Ela desejava acordar então desse sonho, ou melhor desse pesadelo que vivia, mas o tempo passava e ela logo percebeu que não estava dormindo, o que então ela poderia fazer?
Seu desejo era correr pra longe, de fugir, mas para onde mais poderia ir?
Não se pode escapar da verdade.
Mais um dia, e o tormento continuava, era um inferno sem fim, em segundos ela percebeu que tinha tudo, e nada ao mesmo tempo. A felicidade lhe parecia uma doença rara e a tristeza sua única saúde, precisava morrer para se sentir viva.
Mas será a morte a única saída?
Tudo o que ela queria era se sentir forte o bastante, necessitava ser aceita tal como era, com suas virtudes e defeitos.
Em casa onde ela poderia encontrar conforto, ela se sentia mais sozinha do que nunca, queria deixar aquele lugar, não adiantava, por mais que se esforçasse nada parecia ser o suficiente, aquele era um lar, ela estaria melhor sozinha.
Ela odiava o mundo, toda tristeza que ela guardava sem ninguém sabee, ela se escondia atrás de um sorriso no rosto, sem nem saber como sobrevivia a isso, as cicatrizes ela as escondia.
De joelhos ela sangrou em silêncio, essa vida sem esperanças ela não mais queria. Uma vida de mentiras é uma vida de negação.
Ninguém soube os motivos daquela corda em volta do seu pescoço na noite em que morreu.


É importante prestarmos atenção em quem está ao nosso lado, muitas vezes não sabemos o que se passa dentro do coração de uma pessoa. Um sorriso pode ser um disfarce da dor.



A.C.S.

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