quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O peso das nossas escollhas

A vida nos prega peças engraçadas, de uma hora para outra tudo vira de cabeça para baixo... como se o mundo não tivesse chão.
Aí você descobre que o amor, não se sustenta sozinho, é preciso de algo mais. O que é o amor na ausência das pessoas? Um sentimento puramente abstrato, sem força alguma para fazer do mundo um lugar melhor.
Somos seres tão pequenos diante do mundo, mas capazes de causas estragos tão profundos! Esse é o preço que pagamos pela liberdade, somos responsáveis e donos das nossas escolhas, e por isso precisamos enfrentar as consequências das mesmas.
Acho que isso é o de mais admirante na raça humana, a incapacidade de aceitar os resultados de suas ações, sem que haja resistências. No final nem percebemos que somos nós mesmos que causamos a maior dor em nossas vidas, porque deixamos que o outro decida por nós, e permitimos que o outro violem nossos sentimentos.
É difícil aceitar que chega determinados momentos em que sua vida desmorona e não há bordas das quais você possa se sustentar, a queda é livre e parece não ter fim, o abismo simplesmente toma conta de toda a sua visão, e a dor parece não ter fim. É tão difícil que eu mesma ainda não aceitei.
Embora a raça humana seja uma raça corrompida, todas as pessoas merecem uma segunda chance, mas quantas segundas chances você dá para o outro e nega a si próprio?
Existem vários modos de recomeçar, o começo não é apenas uma forma, mas o fim também o é. Terminar o que já está começado e reiniciar de algo novo.
Fazer escolhas definitivamente, não é a coisa a mais legal, ainda mais quando uma decisão envolve uma pessoa que você ama. Nossas escolhas de uma maneira direto ou indireta, sempre afetará a vida do outro. Eis o que a torna mais difícil de ser feita!
Como donos de nossos próprios destinos, abracemos essa liberdade, e sejamos livres para trilhar o caminho que escolhemos, e se esse caminho for partilhado, desfrute do que a companhia pode lhe oferecer de melhor, e viva todos os momentos como se fossem os últimos.


A.C.S.

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