domingo, 20 de maio de 2012

Ferida entreaberta

De repente, as coisas fogem de controle... e o que antes parecia terno se torna ácido... De repente a beleza se transfigura... a fragilidade da vida se impõe... me fazendo lembrar que sentir também implica em sofrer, se frustrar... sentir também é dor...
De repente o colorido que estava ali presente, volta a se preencher em escalas de cinza... e as tempestades dentro de mim voltam a se formar, e o vazio em mim queima... queima o vazio, assim como as lágrimas que se formam queimam meus olhos insistindo em descer...
Se eu soubesse que iria doer tanto... não teria me exposto desse jeito... completamente nua eu estava... despida de todas as minhas armaduras... desprovida de todas as minhas armas...
Sem armaduras, nem armas... me deixei ser atingida de maneira fatal, agora sangro... pois em meu peito jaz uma feriada entreaberta...


A.C.S.

Nenhum comentário:

Postar um comentário