sexta-feira, 7 de junho de 2013

Rito de Passagem



Um lugar desconhecido, rostos desconhecidos, caminhos desconhecidos... Um emaranhado de formas, cores, cheiros e sabores alheios aquela vida que eu conhecia. Por tanto tempo me projetei para um mundo onde não houvesse recordações, um mundo onde todos desconhecessem meus sonhos, planos e fracassos. Hoje, esse mundo se torna real.
Estava livre! Livre como sempre quis. Mas seria realmente livre? Liberdade significaria tão pouco? Ser livre se limitaria em ser alguém desconhecido em uma terra de ninguém? Pouco importa o que siginifique liberdade, quando tudo se limita a um outro modo de ver a queda.
Como poderia ser livre se o medo em meu íntimo cresce?
Tenho medo de voltar pra casa, medo de sair de casa e encontrar tudo no mesmo lugar*
Tudo fazia parte de um rito de passagem, eu havia crescido. De certo modo, a solidão nunca foi algo que me assustou, mas ela nunca deixa de doer. Estar livre das coisas que me remetem ao passado é estar negando a mim mesma. E quando nego minhas origens, nego quem sou e sangro! E a solidão deixa ser sútil e suave, se torna densa, fria e amarga.
Em um mergulho em busca de ar, eu busco algo mais...
"Tudo mudou, ela acordou
 Estava onde nunca quis estar
 Ela mudou, tudo acabou
 Ela está pronta pra recomeçar"*

A.C.S.




*Ritos de Passagem_Engenheiros da Hawaii

Nenhum comentário:

Postar um comentário