quinta-feira, 3 de julho de 2014

Mais um daqueles dias

Mais um daqueles dias que minha alma está aflita, que minha alma grita, que minha alma tem sede de coisas que eu mesma não sei explicar...
Mais um daqueles dias, que tudo que tenho vontade é de escrever palavras ao acaso, quem nem eu mesma sei no que vai dar... Então vou digitando, palavras aleatórias, pensamentos desconexos que no fim se formam em uma coisa só, ou várias, ou apenas questões sobre o ser e o existir.
Muitas vezes nós afirmamos piamente para nós mesmos que não existem questões mal resolvidas, que sabemos exatamente para onde imos, que temos convicção de onde queremos chegar, que estamos no caminho certo! Enfim... temos a convicção de quem somos e do que sentimos. Mas acontece que muitas vezes estamos apenas enganando a nós mesmos.
Quando algo é doloroso, ou difícil demais para admitir ou aceitar, nós deixamos isso de lado, e assistimos o drama de nossas vidas se desenrolar diante de nossos olhos, como meros espectadores no teatro da existência. Fico me perguntando até quando vamos ficar de espectadores da nossa própria vida? Quando vamos assumir o papel principal e atuar como protagonistas que somos ao invés de sermos simples coadjuvantes?
Ainda não consegui todas as respostas que procuro, talvez nunca consiga preencher todas as lacunas da alma humana, acho que nem poderia, pois não somos tão lógicos e previsíveis quanto pensamos ou julgamos ser.
Ahhhh, mas infeliz homem que sou, quando pensava que tinha me encontrado, já não sabia mais onde estava. Quando pensava que já me possuía por completo, já não mais me tinha parte alguma. Tudo era a inconstância do ser, o não-ser retângulo, quadrado, fechado, enquadrado ou simplesmente padrão constante, invariável, metáfora de mutantes imutáveis... Porque somos um eterno vir-a-ser, um ser-estado, um modo variável de existir... Logo não somos o que somos, apenas estamos o que somos, porque nada nessa vida é permanente, mas passageiro.

A.C.S.

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