sexta-feira, 19 de setembro de 2014

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Um sorriso por fora... lágrimas por dentro... porém hoje não me contive, e as lágrimas teimaram em descer. Quando passamos muito tempo sufocando nossos sentimentos, quando menos esperamos eles emergem, mesmo em um sermão falando de sonhos.
Sonhos... ah, os sonhos... Existe muito pouco deles em mim. As circunstâncias das vida se encarregaram de matá-los um a um. Não sei mais se posso dizer que tenho um sonho, me restou apenas ambições.
Impotência... palavra que assusta, mas sensação que insiste em me seguir por entre essas ruelas da vida onde me escondo, na esperança em que alguém me encontre e me leve ao centro, nas avenidas do viver.
Quando nos calamos por muito tempo as palavras desaprendem o caminho da pronúncia... Quando passamos muito tempo sozinhos, um muro invisível é construído, nos separando do vínculo, de modo que qualquer gesto é digno de desconfiança.
Mas o que fazer para quebrar essa barreira? Como vencer nossos demônios interiores, e dar vasão ao guerreiro da luz?
Perguntas... tantas perguntas... e tão poucas respostas... Mas de que me valeria ter todas as respostas e não saber como fazer uso delas? Mais perguntas...
Quando nossos sentimentos mais profundos e reprimidos forçam para sair, se torna difícil demais nomeá-los. É como se todos eles se fundissem, não importa o que digamos nenhuma palavra dará o significado, o sentido e a  dimensão exata do que borbulha dentro de nós...

A.C.S.



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