domingo, 29 de janeiro de 2017

Manuscrito


Quando as luzes se apagam, e tudo o que nos resta é o silêncio, quem realmente somos?
Quando a sala se esvazia, quando já não há mais ninguém em casa, quem de fato somos?
Quando o sono vai embora, e o barulho na minha cabeça não me deixa dormir, uma questão ecoa no mais íntimo de meu ser... "Onde eu estava mesmo?"
É como um manuscrito, que o vento espalhou as páginas antes de serem numeradas, e as pressas são juntadas sem serem revisadas.
A estória se perde, já não existe mais nexo. E o elo que une está entre as páginas de um livro que eu não consigo mais ler.


None.


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