Na borda
Nos enganamos com tanta frequência. Não porque outras pessoas nos enganam, mas porque nós mesmos nos enganamos.
Pensamos, refletimos, pensamos e refletimos de novo, e pensamos e refletimos mais uma vez, e parece que nunca é o bastante. Que nunca nos conhecemos 100%, algo sempre se perde, fica para trás.
E esperamos tanto por algo, e quando o conseguimos, já não tem mais valor, já não faz mais sentido, parece superficial. Isso frusta, assusta e intimida, pois como é possível nos iludirmos com desejos, sonhos e fantasias que nós mesmos criamos?
Pensamos, refletimos, pensamos e refletimos de novo, e pensamos e refletimos mais uma vez, e parece que nunca é o bastante. Que nunca nos conhecemos 100%, algo sempre se perde, fica para trás.
E esperamos tanto por algo, e quando o conseguimos, já não tem mais valor, já não faz mais sentido, parece superficial. Isso frusta, assusta e intimida, pois como é possível nos iludirmos com desejos, sonhos e fantasias que nós mesmos criamos?
As vezes me sinto anestesiada, como se não houvesse mais nada para sentir além do abismo diante de mim. Invadida por uma sensação de queda livre, eu sinto a vida me pregando mais uma de suas peças... Eu estou perto da borda, sinto que estou caindo... Andando em círculos... enquanto essas palavras ecoam dentro da minha cabeça:
"Ela mentia com um sorriso no rostoE as cicatrizes escondidas
De joelhos, ela sangrou no chão
Toda tristeza que ela guardou a fez cega
Abrindo os seus olhos, ela viu que estava sozinha
Quem poderia explicar a corda tão apertada na noite em que ela morreu?
Com um sorriso no rosto ela escondia a dor por dentro..."
A.C.S.
"E é que somos fatalmente estranhos a nós mesmos, não nos compreendemos, temos que confundir-nos com os outros, estamos eternamente condenados a esta lei: 'não há ninguém que não seja estranho a si mesmo'".(NIETZSCHE, Friedrich. A Genealogia da Moral, 1887)
"E é que somos fatalmente estranhos a nós mesmos, não nos compreendemos, temos que confundir-nos com os outros, estamos eternamente condenados a esta lei: 'não há ninguém que não seja estranho a si mesmo'".(NIETZSCHE, Friedrich. A Genealogia da Moral, 1887)

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